Não quero provocar o pânico ou incitar a anarquia, mas já anda por aí o DVD, que os The National gravaram com Vicent Moon, o maravilhoso realizador da La Blogotheque (vénia prolongada), durante a digressão de Boxer. A versão americana vem acompanhada com o novo EP The Virginia, com demos, b-sides e versões ao vivo.
16.5.08 :: 22:13

O post das 16:03? Era só uma piada. Claro que não apoio o Sócrates. Estás a exagerar. Ok, desculpa, eu sei, eu sei. Não volto a repetir. Também te adoro.
Eu sabia que me ia arrepender de não ter ido ao concerto em Portugal. Vi-os em Novembro, no Elysée de Montmartre, Paris. O público francês que quer uma justificação para o dinheiro gasto para só depois se deixar ir, e é por isso que aqueles coninhas nunca terão um momento como este.
Distribuíram pin's? Em Novembro, deram-me um pin, que eu ostentei orgulhosa e diariamente até o perder. Vou ali beber um Frei Bernardo e já volto.
12.5.08 :: 22:14 Distribuíram pin's? Em Novembro, deram-me um pin, que eu ostentei orgulhosa e diariamente até o perder. Vou ali beber um Frei Bernardo e já volto.
Decidi que irei apoiar incondicionalmente Sócrates. As razões são simples: o meu umbigo e o imperativo constitucional do acesso à Justiça para todos. Nos últimos anos, o nosso querido Governo tem aprovado um sem número de excelentes reformas que visam a desmaterialização da Justiça, ou seja, a possibilidade de a partir de qualquer confortável sofá, com ligação à Internet, poder enviar bonitas peças processuais para o respectivo tribunal.
Porque mesmo a mais louca das ideias deve ter uma âncora na realidade, parece-me urgente, para que tudo isto faça sentido, introduzir uma boa rede de Starbucks no país. Sem aqueles sofás, lattes, e deliciosos mi-cuit's de chocolate não vejo como as últimas reformas tecnológicas no campo judiciário possam ter sucesso no terreno. Yes, we can.
Um abraço para vós.
:: 16:03 Porque mesmo a mais louca das ideias deve ter uma âncora na realidade, parece-me urgente, para que tudo isto faça sentido, introduzir uma boa rede de Starbucks no país. Sem aqueles sofás, lattes, e deliciosos mi-cuit's de chocolate não vejo como as últimas reformas tecnológicas no campo judiciário possam ter sucesso no terreno. Yes, we can.
Um abraço para vós.
Mas com a Cadeia da Relação como fundo.
Sentes que o tempo acabou,
Primavera de flor adormecida.
Qualquer coisa que não volta que voou,
Que foi um rio, um mar na tua vida.
E levas em ti guardado
O choro de uma balada,
Recordações de um passado,
O bater da velha cabra.
Capa negra de saudade,
No momento da partida.
Segredos desta cidade
Levo comigo para a vida.
Sabes que o desenho do adeus
É fogo que nos queima devagar
E, no lento cerrar dos olhos teus,
Fica a esperança de um dia aqui voltar.
E levas em ti guardado
O choro de uma balada,
Recordações de um passado,
O bater da velha cabra.
Uma carta de Eça de Queirós, em tempos foi publicada num jornal de Lisboa, dirigida ao Dr. Pinto Coelho, ao tempo director da Companhia das Águas de Lisboa.
ILmo. e Exmo. Senhor Pinto Coelho, digno director da Companhia das Águas de Lisboa, e digno membro do Partido Legitimista.
Dois factores igualmente importantes para mim me levam a dirigir a V. Ex.ª estas humildes regras: o primeiro é a tomada de Cuenca e as últimas vitórias das forças carlistas sobre as tropas republicanas em Espanha; o segundo é a falta de água na minha cozinha e na minha casa de banho.
Abundaram os carlistas e escassearam as águas, eis uma coincidência histórica que deve comover duplamente uma alma sobre a qual pesa, como na de V. Ex.ª, a responsabilidade da canalização e do direito divino.
Se eu tiver a fortuna de exacerbar até às lágrimas a justa comoção de V. Ex.ª, que eu interponha o meu contador, Exmo. Senhor, que eu o interponha nas relações de sensibilidade de V. Ex.ª com o mundo externo! E que essas lágrimas benditas, de industrial e de politico caiam na minha banheira! E, pago este tributo aos nossos afectos, falemos um pouco, se V. Ex.ª o permite, dos nossos contratos. Em virtude de um escrito, devidamente firmado por V. Ex.ª e por mim, temos nós — um para com o outro — certo número de direitos e encargos.
Eu obriguei-me para com V. Ex.ª a pagar a despesa de uma encanação, o aluguer de um contador e o preço da água que consumisse. V. Ex.ª, pela sua parte, obrigou-se para comigo a fornecer-me a água do meu consumo. V. Ex.ª fornecia e eu pagava. Faltamos evidentemente à fé desse contrato: eu, se não pagar, V. Ex.ª se não fornecer.
Se eu não pagar, V. Ex.ª faz isto: corta-me a canalização. Quando V. Ex.ª não fornecer, o que hei-de eu fazer, Exmo. Senhor?
É evidente que, para que o nosso contrato não seja inteiramente leonino, eu preciso no caso análogo àquele em que V. Ex.ª me cortaria a mim a canalização, de cortar alguma coisa a V. Ex.ª... Oh! E hei-de cortar-lha!
Eu não peço indemnização pela perda que estou sofrendo, eu não peço contas, eu não peço explicações, eu chego a nem pedir água! Não quero pôr a Companhia em dificuldades, não quero causar-lhe desgostos, nem prejuízos!
Quero apenas esta pequena desafronta, bem simples e bem razoável, perante o direito e a Justiça distributiva: quero cortar uma coisa a V. Ex.ª. Rogo-lhe, Exmo. Senhor, a especial fineza de me dizer, imediatamente, peremptoriamente, sem evasivas, nem tergiversações, qual é a coisa que, no mais santo uso do meu pleno direito, eu possa cortar a V. Ex.ª.
Tenho a honra de ser
De V. Ex.ª
Com multa consideração e com umas tesouras
Eça de Queirós
3.5.08 :: 16:01 ILmo. e Exmo. Senhor Pinto Coelho, digno director da Companhia das Águas de Lisboa, e digno membro do Partido Legitimista.
Dois factores igualmente importantes para mim me levam a dirigir a V. Ex.ª estas humildes regras: o primeiro é a tomada de Cuenca e as últimas vitórias das forças carlistas sobre as tropas republicanas em Espanha; o segundo é a falta de água na minha cozinha e na minha casa de banho.
Abundaram os carlistas e escassearam as águas, eis uma coincidência histórica que deve comover duplamente uma alma sobre a qual pesa, como na de V. Ex.ª, a responsabilidade da canalização e do direito divino.
Se eu tiver a fortuna de exacerbar até às lágrimas a justa comoção de V. Ex.ª, que eu interponha o meu contador, Exmo. Senhor, que eu o interponha nas relações de sensibilidade de V. Ex.ª com o mundo externo! E que essas lágrimas benditas, de industrial e de politico caiam na minha banheira! E, pago este tributo aos nossos afectos, falemos um pouco, se V. Ex.ª o permite, dos nossos contratos. Em virtude de um escrito, devidamente firmado por V. Ex.ª e por mim, temos nós — um para com o outro — certo número de direitos e encargos.
Eu obriguei-me para com V. Ex.ª a pagar a despesa de uma encanação, o aluguer de um contador e o preço da água que consumisse. V. Ex.ª, pela sua parte, obrigou-se para comigo a fornecer-me a água do meu consumo. V. Ex.ª fornecia e eu pagava. Faltamos evidentemente à fé desse contrato: eu, se não pagar, V. Ex.ª se não fornecer.
Se eu não pagar, V. Ex.ª faz isto: corta-me a canalização. Quando V. Ex.ª não fornecer, o que hei-de eu fazer, Exmo. Senhor?
É evidente que, para que o nosso contrato não seja inteiramente leonino, eu preciso no caso análogo àquele em que V. Ex.ª me cortaria a mim a canalização, de cortar alguma coisa a V. Ex.ª... Oh! E hei-de cortar-lha!
Eu não peço indemnização pela perda que estou sofrendo, eu não peço contas, eu não peço explicações, eu chego a nem pedir água! Não quero pôr a Companhia em dificuldades, não quero causar-lhe desgostos, nem prejuízos!
Quero apenas esta pequena desafronta, bem simples e bem razoável, perante o direito e a Justiça distributiva: quero cortar uma coisa a V. Ex.ª. Rogo-lhe, Exmo. Senhor, a especial fineza de me dizer, imediatamente, peremptoriamente, sem evasivas, nem tergiversações, qual é a coisa que, no mais santo uso do meu pleno direito, eu possa cortar a V. Ex.ª.
Tenho a honra de ser
De V. Ex.ª
Com multa consideração e com umas tesouras
Eça de Queirós
É sempre emocionante que um pequeno consiga conquistar, fazer alguma coisa no mundo dos grandes. Aconteceu esta semana como o Zenit, o Guimarães está em segundo lugar, há 500 anos fomos à Índia num barco.
O destaque no Bomba Inteligente surpreendeu-me e, de certa forma, comoveu-me. Não me porei com mais evasivas ou tergiversações: obrigado Carla.
:: 15:21 O destaque no Bomba Inteligente surpreendeu-me e, de certa forma, comoveu-me. Não me porei com mais evasivas ou tergiversações: obrigado Carla.
Na semana passada, fui ao teatro. Vi Dúvida, uma magnífica peça de John Patrick Shanley, encenada por Ana Luísa Guimarães, que trata o dilema de uma Irmã (Irmã Aloysius), directora de um colégio católico, que se vê confrontada com suspeitas de abuso sexual do único menino negro do seu colégio pelo padre da instituição (Padre Flynn).
Para quem, como eu, sempre frequentou colégios católicos, liderados por freiras, a peça remexia no imaginário das «Irmãs-directoras», e continha preciosidades como esta:
Sister A.: Sister Veronica fell on a piece of wood this morning and practically killed herself.
Flynn: Is she all right?
Sister A.: Oh, she’s fine.
Flynn: Her sight isn’t good, is it?
Sister A.: Her sight is fine. Nuns fall, you know.
Flynn: No, I didn’t know that.
Sister A.: It’s the habit. It catches us more often than not. What with our being in black and white, and so prone to falling, we are more like dominoes than anything else.
1.5.08 :: 0:11 Para quem, como eu, sempre frequentou colégios católicos, liderados por freiras, a peça remexia no imaginário das «Irmãs-directoras», e continha preciosidades como esta:
Sister A.: Sister Veronica fell on a piece of wood this morning and practically killed herself.
Flynn: Is she all right?
Sister A.: Oh, she’s fine.
Flynn: Her sight isn’t good, is it?
Sister A.: Her sight is fine. Nuns fall, you know.
Flynn: No, I didn’t know that.
Sister A.: It’s the habit. It catches us more often than not. What with our being in black and white, and so prone to falling, we are more like dominoes than anything else.
Para quem não tem muito que fazer, há poucas coisas mais interessantes do que consultar Declarações de Rectificação de Leis da Assembleia da República.
Como pessoas ocupadas que sois, não devereis ter lido a Lei 12-A/2008, que estabelece os regimes de vinculação, de carreiras, e de remunerações dos trabalhadores que exercem funções públicas. Eu também não, mas hei-de ler, quando o exame me obrigar.
De qualquer forma, os méritos desta lei saltaram-me imediatamente à vista. O mais notável é o n.º 3 do artigo 50º, que consagrava uma oxford comma. Pessoalmente, fiquei entusiasmado com este significativo avanço legislativo.
Contudo, a Declaração de Rectificação 22-A/2008 veio, surpreendentemente, retirar aquela vírgula e corrigir outros tantos erros daquela Lei. Lamentável, sobretudo quando estamos a cerca de um mês da visita oficial dos Vampire Weekend ao nosso país. Espero que não me arranjem nenhum conflito diplomático, senão juro-vos que voto no Alberto João Jardim.
Um abraço para vós.
24.4.08 :: 15:51 Como pessoas ocupadas que sois, não devereis ter lido a Lei 12-A/2008, que estabelece os regimes de vinculação, de carreiras, e de remunerações dos trabalhadores que exercem funções públicas. Eu também não, mas hei-de ler, quando o exame me obrigar.
De qualquer forma, os méritos desta lei saltaram-me imediatamente à vista. O mais notável é o n.º 3 do artigo 50º, que consagrava uma oxford comma. Pessoalmente, fiquei entusiasmado com este significativo avanço legislativo.
Contudo, a Declaração de Rectificação 22-A/2008 veio, surpreendentemente, retirar aquela vírgula e corrigir outros tantos erros daquela Lei. Lamentável, sobretudo quando estamos a cerca de um mês da visita oficial dos Vampire Weekend ao nosso país. Espero que não me arranjem nenhum conflito diplomático, senão juro-vos que voto no Alberto João Jardim.
Um abraço para vós.
Dei uma informação errada. Peço desculpa. Afinal, os Vampire Weekend vão actuar à 1h15 (até às 2h20) do dia 30 de Maio (já 31), na Casa da Música. Não sei quem lhes deu autorização para tocarem até tão tarde. Deve ser porque no dia seguinte é sábado.
p.s. - fui traído pela informação do próprio site dos Vampire Weekend. Foram dias de sofrimento ao visitar o site da Casa da Música. Por fim, resolvi vasculhar e encontrei.
23.4.08 :: 1:34 p.s. - fui traído pela informação do próprio site dos Vampire Weekend. Foram dias de sofrimento ao visitar o site da Casa da Música. Por fim, resolvi vasculhar e encontrei.
Está na hora de fechar a sondagem que promovi para comprovar a minha opinião, porque quanto mais dias passam, mais os resultados se afastam da minha opinião, e isso não é saudável.
Gostaria de agradecer a todos que se solidarizaram com a minha situação. Sei que não foi fácil clicar onde clicaram, mas são pessoas como vocês que me fazem acreditar que, um dia, terei prioridade nas filas de supermercado e, sobretudo, nas da Segurança Social.
Um abraço para vós.
:: 22:29 Gostaria de agradecer a todos que se solidarizaram com a minha situação. Sei que não foi fácil clicar onde clicaram, mas são pessoas como vocês que me fazem acreditar que, um dia, terei prioridade nas filas de supermercado e, sobretudo, nas da Segurança Social.
Um abraço para vós.
